População e desenho
Estudo prospectivo com 29 pacientes submetidos à derivação biliopancreática.
Artigo científico
Vitamina D intramuscular após derivação biliopancreática, com as considerações do Prof. Guilherme Renke
O que você vai encontrar
Um estudo prospectivo sobre reposição de vitamina D em pacientes submetidos à derivação biliopancreática, situação em que a deficiência é frequente mesmo com suplementação oral mantida. O material reúne o artigo publicado na Obesity Surgery e as considerações do Prof. Guilherme Renke sobre as indicações da via intramuscular e os cuidados com doses elevadas.
Estudo prospectivo com 29 pacientes submetidos à derivação biliopancreática.
Aplicação intramuscular única de 600.000 UI de colecalciferol, somada à suplementação oral habitual.
Aumento significativo em 1,5, 3 e 6 meses. Entre 93% e 100% dos pacientes com níveis normais nos momentos avaliados.
Sem mudança significativa em densidade mineral óssea, PTH ou NTX urinário após 12 meses.
Sobre o estudo
A deficiência de vitamina D é uma complicação frequente após procedimentos bariátricos com componente disabsortivo, mesmo quando o paciente mantém suplementação oral.
Neste estudo prospectivo, pesquisadores acompanharam 29 pacientes submetidos à derivação biliopancreática para avaliar os efeitos de uma aplicação intramuscular única de 600.000 UI de colecalciferol, associada à suplementação oral habitual.
Os níveis de vitamina D aumentaram significativamente nos primeiros meses após a aplicação, com diferenças estatisticamente significativas em 1,5, 3 e 6 meses.
Ao longo do acompanhamento, entre 93% e 100% dos pacientes apresentaram níveis considerados normais de vitamina D nos diferentes momentos avaliados.
Após 12 meses, o estudo não identificou mudança significativa na densidade mineral óssea, no PTH ou no marcador urinário NTX.
O material abre com um resumo prático das indicações da vitamina D intramuscular: pós-operatório de cirurgia bariátrica e síndromes disabsortivas, deficiência persistente apesar de dose oral alta, dificuldade de adesão e necessidade de reposição de longa duração. A via intramuscular contorna a absorção intestinal e forma um depósito, com pico entre 2 e 3 meses.
O estudo demonstra eficácia na correção dos níveis séricos, e não benefício comprovado na massa óssea. Doses elevadas exigem cautela quando há risco de hipercalcemia ou hipercalciúria, e devem ser evitadas na insuficiência renal crônica e na nefrocalcinose.
Os autores concluíram que a vitamina D intramuscular, como complemento à suplementação oral, demonstrou ser uma estratégia eficaz para elevar e manter os níveis de vitamina D após a derivação biliopancreática.