A distinção central
Dose fisiológica com indicação médica é reposição. Dose suprafisiológica com objetivo estético ou de desempenho é abuso de AAS.
Artigo científico
Considerações do Prof. Guilherme Renke sobre benefícios e riscos
O que você vai encontrar
Reposição de testosterona e uso de esteroides anabolizantes (AAS) costumam ser discutidos como se fossem a mesma coisa. Nestas considerações, o Prof. Guilherme Renke parte de um artigo recente e organiza as diferenças de indicação, dose, benefício e risco.
Dose fisiológica com indicação médica é reposição. Dose suprafisiológica com objetivo estético ou de desempenho é abuso de AAS.
Cardiovascular, endócrino e reprodutivo, hepático, hematológico, neuropsiquiátrico e sexual.
Reposição em homens com hipogonadismo confirmado, em dose fisiológica e com acompanhamento médico.
Evidência de baixa qualidade para uso amplo, especialmente de implantes manipulados, e risco de efeitos androgênicos.
Sobre o estudo
O artigo que motivou estas considerações é crítico ao uso de esteroides anabolizantes, mas enfatiza que reposição fisiológica e uso suprafisiológico não são situações equivalentes.
O benefício reconhecido é a reposição em homens com hipogonadismo confirmado, com o objetivo de restaurar níveis fisiológicos e não de produzir níveis acima do normal. Exige monitorização, sobretudo do hematócrito.
O uso abusivo costuma envolver ciclos prolongados, associação de vários compostos e escalada de doses, e uma parte dos usuários desenvolve dependência. O material resume os riscos em seis sistemas: cardiovascular, endócrino e reprodutivo, hepático, hematológico, neuropsiquiátrico e sexual.
O artigo é particularmente crítico ao uso fora de indicações bem estabelecidas. Níveis suprafisiológicos aumentam o risco de acne, hirsutismo e alterações da voz e do humor, e alguns efeitos podem ser irreversíveis.
Os dados de segurança da reposição supervisionada não devem ser confundidos com os riscos do uso abusivo em doses suprafisiológicas.