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Artigo científico

Lactoferrina na saúde intestinal

Ensaio clínico sobre pólipos colorretais, com as considerações do Prof. Guilherme Renke

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Um conteúdo completo e aplicado à prática clínica

A lactoferrina é uma glicoproteína ligadora de ferro presente nas secreções mucosas, com ação antimicrobiana, anti-inflamatória e de proteção da barreira intestinal. Este material reúne o ensaio clínico publicado na Cancer Prevention Research e as considerações do Prof. Guilherme Renke, com uma tabela de aplicações e doses.

O ensaio clínico

104 participantes de 40 a 75 anos com pólipos de até 5 mm, randomizados para placebo, 1,5 g ou 3,0 g de lactoferrina por dia durante 12 meses.

O resultado

3,0 g por dia retardou o crescimento dos pólipos adenomatosos nos participantes com 63 anos ou menos.

Aplicações estudadas

H. pylori, anemia ferropriva na doença inflamatória intestinal, gastroenterites e enterocolite necrosante.

Doses

Entre 50 e 1.000 mg por dia conforme a indicação, com a sugestão prática do Prof. Guilherme Renke no material.

Sobre o estudo

A lactoferrina bovina é usada em estudos clínicos pela alta semelhança com a proteína humana e é reconhecida como segura para uso terapêutico.

O que o ensaio avaliou

Um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo acompanhou 104 pessoas com pólipos colorretais de até 5 mm, provavelmente adenomatosos. Os participantes receberam placebo, 1,5 g ou 3,0 g de lactoferrina bovina por dia, durante 12 meses, com controle por colonoscopia.

O resultado

A dose de 3,0 g por dia retardou de forma significativa o crescimento dos pólipos nos participantes com 63 anos ou menos. Os autores sugerem a lactoferrina como possível complemento à retirada de pólipos.

As considerações do Prof. Guilherme Renke

O material reúne as propriedades já estudadas da lactoferrina no intestino e uma tabela com aplicação, dose, população e principais achados em H. pylori, anemia ferropriva, gastroenterites e enterocolite necrosante.

Limitações

A lactoferrina é degradada rapidamente no trato gastrointestinal, o que pode exigir doses maiores, tomadas mais frequentes ou formulações que melhorem a biodisponibilidade.

Dr. Guilherme RenkeCRM-RJ (preencher)