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Artigo científico

Apitegromab e preservação de massa magra com tirzepatida

Ensaio de fase 2 randomizado, com as considerações do Prof. Guilherme Renke

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Um conteúdo completo e aplicado à prática clínica

Parte do peso perdido com agonistas de GLP-1 e GLP-1/GIP é massa magra, algo entre 25% e 40% do total. Este material reúne o ensaio EMBRAZE, publicado na Nature Medicine, e as considerações do Prof. Guilherme Renke sobre o que o resultado muda, e o que ainda não muda, na prática clínica.

Desenho do estudo

Fase 2, randomizado, duplo-cego, com 102 adultos com sobrepeso ou obesidade em uso de tirzepatida até 15 mg/semana.

A intervenção

Apitegromab 10 mg/kg por via intravenosa a cada 4 semanas, comparado a placebo, por 24 semanas.

O resultado

1,9 kg a menos de perda de massa magra medida por DEXA, com perda de peso total semelhante entre os grupos.

Segurança

Eventos adversos em 76% contra 71% no placebo, na maioria leves. Eventos graves em 2% de cada grupo.

Sobre o estudo

As terapias incretínicas promovem perda de peso importante, mas parte dela corresponde a massa magra. Preservar músculo importa para a força, a função física e o metabolismo.

O que é o apitegromab

É um anticorpo monoclonal que inibe seletivamente a ativação da miostatina, proteína que regula o catabolismo do músculo esquelético.

O que o estudo avaliou

No ensaio EMBRAZE, 102 adultos com sobrepeso ou obesidade receberam tirzepatida associada a apitegromab ou a placebo. O desfecho principal foi a variação da massa magra medida por DEXA em 24 semanas.

O resultado

O grupo apitegromab perdeu 1,9 kg a menos de massa magra, o que representa 54,9% de retenção em relação ao placebo, sem diferença relevante na perda de peso total. Náusea, fadiga e cefaleia foram mais frequentes com apitegromab, em geral leves e autolimitadas.

O que muda na prática

Segundo as considerações do Prof. Guilherme Renke, o estudo mostra que é possível dissociar em parte a perda de gordura da perda de massa magra, mas ainda não justifica o uso rotineiro na obesidade. Faltam estudos maiores, mais longos e com desfechos funcionais.

Dr. Guilherme RenkeCRM-RJ (preencher)